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"Pequeno preço a pagar". EUA pedem 200 mil milhões de dólares para financiar guerra no Irão

"Pequeno preço a pagar". EUA pedem 200 mil milhões de dólares para financiar guerra no Irão

O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares para financiar a guerra no Irão. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta quinta-feira que os EUA precisam de mais financiamento "por várias razões" e que este é "um pequeno preço a pagar" para travar esta guerra.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Evan Vucci - Reuters

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou esta quinta-feira que o Pentágono vai solicitar ao Congresso cerca de 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) adicionais para financiar a guerra contra o Irão.

"Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado", afirmou Hegseth, acrescentando ser "preciso dinheiro para matar os bandidos".

Donald Trump confirmou a notícia, classificando o valor como “um pequeno preço a pagar” para garantir que as Forças Armadas têm tudo o que precisam para travar uma guerra contra o Irão.

"Queremos estar na melhor forma possível, a melhor forma em que já estivemos", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval, ao lado da primeira-ministra do Japão. "É um pequeno preço a pagar para garantir que nos mantemos no topo", acrescentou.

Trump não especificou para que necessitaria o Pentágono dos recursos, dizendo apenas que deseja garantir que as Forças Armadas têm "grandes quantidades de munições". Ainda assim, negou que os EUA estejam com falta de armamento, argumentando que o Governo está a ser "criterioso" com os seus gastos.

"Estamos a pedir por vários motivos, que vão além até do que estamos a discutir sobre o Irão", disse Trump. "Munições em particular, no que diz respeito ao armamento de alta qualidade, temos bastantes, mas estamos a preservá-las”, disse.
Resistência garantida no Congresso
O pedido terá ainda de passar pelo Congresso, onde irá certamente encontrar resistência por parte de alguns deputados que são contra o conflito.

Alguns republicanos moderados, que seriam fundamentais para a aprovação deste orçamento, já expressaram ceticismo em relação ao pedido.

"É consideravelmente maior do que eu imaginava, mas não sei como está discriminado", disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, citada pelo New York Times.

A senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, disse que a Administração Trump teria de fazer um esforço mais concertado para dialogar com o Congresso sobre a guerra antes que tal pedido pudesse ser aprovado.


"Não se pode simplesmente chegar aqui com uma fatura e dizer «paguem isto» e esperar ter uma grande cooperação daqui para a frente", disse Murkowski aos jornalistas na quarta-feira.

O montante avançado representa um aumento significativo face ao orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 mil milhões de dólares (cerca de 780 mil milhões de euros), o mais elevado de sempre. De acordo com estimativas do Pentágono partilhadas com o Congresso e citadas pelo diário norte-americano The New York Times, os Estados Unidos gastaram mais de 11,3 mil milhões de dólares (cerca de 10 mil milhões de euros) nos primeiros seis dias da guerra contra o Irão.

O pedido de mais verbas para a guerra faz questionar por quanto tempo se irá prolongar o conflito.

O secretário da Defesa norte-americano disse que os Estados Unidos não têm um "cronograma definido" nem um "prazo final" para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, que começaram há quase três semanas.


"Não queremos estabelecer um calendário específico para isto", indicou Pete Hegseth durante uma conferência de imprensa, ao mesmo tempo que garantiu que a operação estava "completamente dentro do calendário" para cumprir os objetivos definidos pelo presidente.
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